Os homens estão cegos pela presença de um Senhor. Observando a imagem das coisas, o que lhes está à vista, teem a imagem de um Deus. Mas se existem àrvores belas, com bonitas flores e frutas apetitosas, por outro lado existem campos minados e trincheiras, ou seja, é de suspeitar que acreditam num deus criador de beleza e destruição.
Quem acredita em deus, acredita no pecado. Os "pecados" são nem mais nem menos que leis jurisdiciais. há quem as respeite e outras nem por isso. Mas quem é que decide se é ou não pecado? Quem decide quando acusar o chamado culpado?
Quem dá a sentença? Será que podemos acreditar em alguém capaz de condenar o próprio filho pelos pecados de outros? por crimes não cometidos?
Jesus, se existiu mesmo, não teria cabeça para se livrar de algo ao qual não destinava? E o seu pai, não poderia salvar na hora?, eu salvaria o meu filho ! Não o deixaria ser levado à cruz em troca de um verdadeiro assasino. Porque se um deus tem o poder de comandar e alienar segundo as suas escrituras, não conseguiria ele comandar o destino do filho e fazer com que o povo crucificasse o assassino?...
Há muitas dúvidas, e poucas respostas. Porque é preciso saber o que realmente faz acreditar as pessoas na existência desse deus cristão, porque mais fácil e racional é não acreditar. Quem quiser, que acredite, mas a mim ninguém me leva. Se ele ama o seu povo, que os proteja, porque "quem é cristão, não teme", mas se virem a morte à frente, apagarão logo o que dizem, porque ã fé só não chega, a fé não proteje, é preciso mais que isso, e ninguém sofrirá de martírio, ninguém sofrerá de desgosto, se seguir a jesus e a deus, mas então os santos, que supostamente se tornam santos depois de sofrer martírios e passar a vida a pecar, não serão estas contradições? ou deus apenas salva depois da morte?
(analizando Rm, 8, 30-39)